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    Sábado, Novembro 15

    Senado em choque por causa de um "foda-se". Foda-se quem puder!

    Leio na newsletter do Comunique-se (14-11-08) que o probo presidente do Senado, Garibaldi Alves, exigiu “explicações” do probo diretor de comunicação daquela proba Casa, Helival Rios, para o foda-se com que o jornalista João Carlos Fontoura respondeu a uma pauta do probo assessor da secretaria de Emprego e Relações de Trabalho de São Paulo, Vinícius Prado de Moraes.
    A pauta era sobre a participação do probo secretário Guilherme Afif em uma proba audiência pública.
    Entenderam? Bom.

    É do Millôr Fenandes texto definitivo sobre o foda-se e outras expressões redentoras, libertárias e da maior importância na vida da cidadania brasileira.
    Tanto que, segundo o Millôr, “o direito ao foda-se! deveria estar assegurado na Constituição Federal.“

    FODA-SE
    Millôr Fernandes

    O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de foda-se! que ela fala.
    Existe algo mais libertário do que o conceito do foda-se!? O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor.
    Reorganiza as coisas. Me liberta. Não quer sair comigo?
    Então foda-se!.

    Vai querer decidir essa merda sozinho (a) mesmo? Então foda-se!. O direito ao foda-se! deveria estar assegurado na Constituição Federal.

    Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

    Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que Prá caralho? Prá caralho tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende? No gênero do Prá caralho, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso Nem fodendo!. O Não, não e não! e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não! o substituem.

    O Nem fodendo é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
    Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicinio.

    Por sua vez, o porra nenhuma! atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um PHD porra nenhuma!, ou ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!. O porra nenhuma, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.

    São dessa mesma gênese os clássicos aspone, chepone, repone e mais recentemente, o prepone - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. / Pense na sonoridade de um Puta-que-pariu!, ou seu correlato Puta-que-o-pariu!, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
    Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

    E o que dizer de nosso famoso vai tomar no cu!? E sua maravilhosa e reforçadora derivação vai tomar no olho do seu cu!. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus uando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! Vai tomar no olho do seu cu!.

    Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

    E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: Fodeu!. E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?

    Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? Fodeu de vez!.

    Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se ...

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    Sábado, Novembro 1

    Haverá um dia, de Guilherme Louzada

    Guilherme Guimarães Louzada, de Santa Catarina, remeteu poema que fez para publicação.
    tanoblog.

    Obrigado ao Guilherme pela participação neste espaço.
    tanoblog é aberto para quem quer publicar algo na internet mas não tem paciência, saco ou conhecimento para manter um blog ou aguentar o tranco de sustentar um saite.

    Haverá um dia

    Em que, sentado numa cadeira
    Constatarás inequivocamente estar próximo do fim
    Envolto em considerações sobre o passado
    Terás muitos questionamentos
    Recairá a dúvida sobre ter sido ou não um grande homem

    Estarás debilitado por todas as toxinas que ingeristes
    Enquanto teu corpo era blindado
    Será cobrado o preço da tua carcaça agora desgastada e murcha que nunca imaginastes ter
    E não ficarás surpreso ao se confrontar com tal estado de coisas
    Pois não sabemos quando o velho vem a sê-lo
    Nem quando o jovem envelhece
    Nos teus auto-julgamentos não há transições
    Só verdades absolutas
    És jovem ou velho
    Simples assim
    Mesmo que o corpo diga o contrário do que pensas
    O que, não por surpresa, acontece
    Só se vive uma vez. Óbvio
    Obviedade difícil de lidar

    Haverá um dia
    Quando, sentado numa cadeira, sozinho
    Desejarás com sinceridade
    Que gostarias de começar tudo de novo
    Apesar de sempre ter anunciado o contrário

    Haverá um dia
    Quando, moribundo, a caminho de um leito
    Saberás se conseguistes ser ponte
    Para o além-homem

    Ou se sempre fostes o pequeno homem do lado de cá do abismo
    Tenderás a ter o não como resposta
    Por mais que diga o contrário em teu edital inverossímil
    Por mais que seu ego se contorça de vergonha
    Por mais que seu arcabouço psicológico se mantenha firme e contrário

    Haverá um dia
    A cadeira trocada por uma cama
    Estarás coberto de melanomas
    Cercado de prestimosos voluntários do adeus, obrigados a isso
    E ansiosos por um final mais breve para que possam voltar aos seus afazeres cotidianos
    Em que dirás ter muito o que contar
    Eles te ouvirão
    Olhares lânguidos e sequiosos, como manda o protocolo do “como agir no leito de morte doutrem”
    Atentos ouvirão tuas lições de vida
    Atentos ouvirão tua enfadonha conclusão final
    E tuas lições estarão longe de mudar qualquer mente
    Que a brevidade poupe a todos...
    Tuas idéias partirão contigo
    Não comoverás nem as crianças ao redor
    Que serão obrigadas a ouvir explicações insossas sobre a morte
    Respostas que afrontam suas inteligências
    Pois saberão muito bem o que ali sucedeu
    Privemo-las, pois, dessa desnecessidade.
    Que a brevidade atenue o prolixo
    Haverá um dia em que as crianças terão suas cadeiras cativas

    Haverá um dia
    Respirando por aparelhos
    Considerarás a possibilidade de emanar um último sorriso
    Mas limitar-se-á somente ao campo das considerações
    E optarás por deixar teu corpo decidir entre cerrar teus olhos ou deixá-los abertos para um último vislumbre
    Pois, perante o sopro da morte, só há desgosto
    Afinal foi ela a força motriz de tua vida, tuas ações
    Ela sempre te limitou
    Fê-lo ser comedido para que tivesses a certeza de mais um amanhã
    Fê-lo também perder tua intensidade
    Não havendo o que lamentar então
    Porque até as estrelas viram anãs
    E a energia incomensurável também se esvai
    Que isso traga o conformismo
    Que a brevidade se antecipe à tua vontade
    Que não o deixe sorrir

    Haverá um dia
    No teu leito de morte; a cadeira vazia ao lado
    Em que talvez decidas somente chorar
    Como na tua aurora
    Pensarás estar diante de um ciclo que se fecha
    E tentarás ver beleza, lirismo e redenção nisso
    Engano
    Tudo foi retilíneo
    Os limites são bem definidos
    E tuas lágrimas são discrepantes e equivocadas

    Haverá um dia, enfim, quando cessarem as considerações
    Com a esperança no bolso
    O cortejo a caminho
    Ainda não saberás se fostes um grande homem
    Desistirás de sorrir, de chorar, de enxergar causas, conseqüências ou qualquer conjectura; de fazer as vezes de mórbido anfitrião contador de histórias
    Estarás cansado e verás que todo final é igual
    Medíocres e virtuosos tombam juntos
    Se há ensinamento nisso...
    E Lamentarás por não ter sido contemplado pela brevidade
    Morrerás sozinho cercado de silêncio
    Que ao menos seja dormindo
    Pois não adianta
    Não há recomeço nem renovação
    Aceite ou veja essa resposta arrombar as portas da tua percepção
    Hora de zerar


    “Quem tem um porquê para viver pode superar qualquer como”.
    Nietzshe.

    In memorem a Bill – (1976-20??)
    Bill-hesitante-do-lado-de-cá-do-abismo. 14 Julho 2008.

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    Domingo, Agosto 31

    Presidente do TSE diz que internet “Não é mídia nem imprensa pela legislação”

    TSE adia julgamento sobre internet nas eleições

    O Tribunal Superior Eleitoral adiou, na tarde desta quinta-feira (28/8), julgamento do Mandado de Segurança que pede a suspensão dos artigos 18 e 19 da Resolução 22.718/08. A norma fixa que a propaganda eleitoral só será permitida em página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral. A página pode ser mantida até a antevéspera da eleição, no dia 3 de outubro.

    O julgamento, que estava agendado para a noite desta quinta, agora deve ocorrer na próxima sessão do TSE, marcada para terça-feira (2/9). A ação foi ajuizada pelo portal iG.

    Para o portal, a Resolução vai de encontro ao que acontece na Europa e nos Estados Unidos e ainda impede que a internet no Brasil seja um espaço político livre e plural. De acordo com o iG, a Resolução, além de não permitir que os candidatos façam campanha com ferramentas como Orkut, YouTube, e-mails e mensagem de celular, proíbe a venda de espaços publicitários na internet.

    O diretor-presidente do iG, Caio Túlio Costa, diz que a Resolução é um flagrante desrespeito à liberdade constitucional de expressão. “A legislação afronta os princípios da rede, que apontam para um ambiente livre e sem restrições de informação”, diz.

    A Justiça Eleitoral ainda não tem posição pacífica sobre a questão. O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, lembrou em entrevista à revista Consultor Jurídico, no entanto, que a internet foi ignorada pela Constituição. “Não é mídia nem imprensa pela legislação”, define Britto, que preferiu não detalhar casos concretos. Segundo ele, o TSE irá se manifestar em cada um deles.

    Mas o fato de a Constituição não ter regras específicas sobre a internet e de o TSE ter decidido se manifestar caso a caso, sem criar uma lista de normas, indica que essa ferramenta eleitoral eletrônica terá uso mais amplo.

    O deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG) chegou a formular uma Consulta sobre propaganda por e-mail, em banner, blog, link patrocinado, comunidades de relacionamento e outras ferramentas da internet. Em junho, no entanto, o TSE esquivou-se da pergunta e rejeitou a Consulta. “Essa Consulta é uma armadilha”, disse o ministro Joaquim Barbosa, na ocasião."

    Fonte: Revista Consultor Jurídico, 29 de agosto de 2008

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    Terça-feira, Junho 24

    Sobre os homens, rios e terra

    O texto a seguir é de autoria de José Caldas da Costa, jornalista, geógrafo e escritor.
    Além desses predicados, José Caldas agora é também colaborador deste tanoblog

    Sobre os homens, rios e terra
    Ainda não posso esquecer minha primeira viagem ao longo do vale do Rio Doce, no sentido longitudinal, do Espírito Santo para Minas Gerais. De trem, da companhia que renunciou a ter o rio em seu nome, talvez porque ele já não exista mesmo. Era como se acompanhasse a agonia de um velho a caminho de sua sepultura, o mar.

    Rio que, ironicamente, morria quanto mais próximo estivesse de nascer. Suas águas envenenadas no vale do aço, que sustentou a ideologia do Brasil gigante, enquanto brasileiros eram apequenados nos porões. Seus peixes e navios a vapor são apenas lembranças de quem o viu há quase cem anos.

    Volto ao velho Doce, na cidade que eterniza o nome dos aimorés que um dia habitavam as serras que bloqueavam as minas gerais brasileiras do litoral visado por corsários, deles separadas por uma nesga de terra com o santo espírito das matas, hoje devastadas. Vejo o quanto o homem pode fazer, pelo bem e pelo mal.

    Naquela primeira viagem, de trem, entristecia-me ao ver que as pedras afloravam sobre as águas na região onde o rio recebia os leitos do Manhuaçu e do Guandu. Dessa vez assombrei-me ao ver que, agora, só há pedras onde antes havia um rio. Passa por ali um filete de água do Manhuaçu, que já não encontra o Doce na mesma esquina esculpida pela natureza, mas muito além, pelas bandas do Guandu.

    Mas o que houve com o outrora grande rio? Está além daquelas montanhas, avisa-me a moradora. Desviado que foi para a construção de uma barragem, que sepultou histórias ao inundar uma cidade inteira, mas produz energia para sustentar o progresso da nova economia. Que se dane a história, que viva o capital que a tudo e a todos compra.

    Sim, porque agora a viagem para as terras da antiga margem esquerda do rio se faz com menos tempo e sacrifício, graças à grande ponte que a hidrelétrica construiu para adoçar a boca da gente. Sim, e sobre a linha por onde serpenteiam vagões de gente e de minério também passam dois modernos viadutos, reduzindo distâncias entre um lado e outro.

    É sobre uma dessas obras que passo a caminho de ver o outro lado da vida. Pouco adiante, onde antes só nascia vassoura, como me revela o amigo ali nascido, agora erguem-se árvores majestosas, jardins floridos, corre uma brisa amena, passeiam namorados, fotografam-se nubentes, os pássaros voam, cantam e se banham alegres, animais silvestres se reproduzem, árvores nativas crescem, rebrotadas ou replantadas.

    É um canteiro, um Éden sonhado por um homem que um dia foi menino naquelas bandas, que viu sua desertificação, saiu para ganhar o mundo, viajou todos os continentes, viu o movimento de todas as gentes, conheceu o fausto e o opróbrio dos povos, eternizou momentos em suas câmaras de lentes mágicas como seus olhos azuis, que viram além das aparências e enxergaram o enorme potencial de transformação em cada rosto e os projetou como sementes em sua terra.

    Do nome salgado fez doce a terra em torno do rio, que segue amargo sua trajetória até ser engolido pelo mar gigante."

    José Caldas da Costa – jornalista, geógrafo, escritor
    Aimorés (MG), em junho de 2008

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    Domingo, Junho 8

    Publicitário enganado no Espírito Santo: liberdade de expressão não é só questão do Conar

    O Procon Estadual do Espírito Santo, Ministério Público e Delegacia do Consumidor deflagaram na sexta, 6, ação que provocou a suspensão de campanha para o Dia dos Namorados da C&A.
    Sobre essa ação, Takaschi Sugui, presidente do Sindicato das Agências de Propaganda/ES, enunciou, num jus esperneandi em A Gazeta, de Vitória (7-6-8).

    “Se uma propaganda ofender um consumidor, ele pode recorrer ao Conar. Sem esse caminho, qualquer atitude de proibição é um atentado à liberdade de expressão.”

    Não é não, Takaschi, “um atentado à liberdade de expressão” entidades públicas, diferentes do Conar - corporativo, privado - atenderem a denúncias de consumidores que aleguem ofensa de qualquer tipo por alguma propaganda.

    Aliás, embora necessário e louvável, o importante trabalho do Conar não tem força de imposição, algo indispensável em certas circunstâncias. E o Conar, óbvio, entre outros textos legais, deve observar para suas recomendações o que determinam a soberana Constituição Brasileira e o Código de Defesa do Consumidor - que é Lei.

    Diga aí, Takaschi.
    Aqui no Espírito Santo, como é que um consumidor encontra o Conar e faz uma denúncia que provoque IMEDIATAMENTE uma ação disciplinadora, incisiva, por recomendação desse mesmo Conar?
    Você sabe, Takaschi. Isso, na prática, é impossível.

    Por fim, liberdade de expressão, esse direito inalienável, remete a uma citação legal de Millôr Fernandes:

    - Todo brasileiro tem o sagrado direito de torcer pelo Vasco na arquibancada do Flamengo.


    Entendeu, Taka?

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    Domingo, Junho 1

    Inscrições para 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog começam 2 de junho

    "Serão abertas na segunda-feira (02/06) as inscrições para o 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

    Podem concorrer jornalistas profissionais com trabalhos sobre direitos humanos em 10 categorias: livro-reportagem; jornal; revista; internet/site noticioso; fotojornalismo; arte/ilustração; rádio; imagem de TV; noticiário diário de TV; e especial/documentário de TV (aqui também incluídas série de reportagens para noticiários diários).
    As inscrições para livro-reportagem vão até 21 de julho. Para as demais categorias, o prazo de inscrição termina em 3 de setembro.

    Criado em 1979, o Prêmio Herzog é o segundo mais antigo do País e o mais reconhecido do jornalismo na área de direitos humanos. Ele foi instituído para estimular jornalistas a não temerem a censura do regime militar e produzirem reportagens sobre a violação de direitos humanos e civis naquele período. Além disso, a premiação teve – e continua tendo – o objetivo de reverenciar a memória do jornalista Vladimir Herzog, assassinado por agentes da ditadura em 25 de outubro de 1975.

    A premiação deste ano reveste-se de um caráter especial. Além de chegar à sua 30ª edição, ela acontece no ano em que serão completados 60 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos.

    O Prêmio é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas, Associação Brasileira de Imprensa, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Ordem dos Advogados do Brasil (Seção São Paulo), Ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo e Fórum do Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo.

    O regulamento e a ficha de inscrição estarão disponíveis no site do Sindicato (www.jornalistasp.org.br) já neste final de semana."

    Fonte:Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

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    Domingo, Maio 25

    Casoy pode protestar contra Del Toro

    Legal. A paulistana Sandra Corveloni faturou neste domingo o prêmio de melhor atriz no 61.º Festival de Cannes.
    Sandra é uma das personagens do filme Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas.

    No mesmo festival, o ator porto-riquenho Benicio Del Toro foi escolhido melhor ator por sua interpretação como Che Guevara, no filme Che, de Steven Soderbergh.

    Sempre furioso em qualquer comentário quanto ao comandante de Che, Fidel Castro - “ditador, sanguinário, torturador” – não é sabido que juízo o jornalista faz ou fará do Benicio.

    Mas não será muito espanto se Boris Casoy comentar que a premição, por unanimidade, do Del Toro, “é-u-ma-ver-gonha!

    Relaxe na poltrona, Boris.

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